Crônica: Edvanda Pereira

Sempre tenho dito nas poucas linhas que escrevo que tenho uma paixão e ternura pelas pessoas solidárias que

se doam ao próximo. Às vezes fico a pensar por que missões como essas são dadas às pessoas tão simples. Essas s

ão as que mais se prontificam a ajudar os mais humildes, geralmente são pessoas que não tem um patrimônio financeiro tão elevado enquanto muitos daqueles que tem condições, pouco se preocupam com os mais carentes.

Falo assim, pois conheço várias pessoas que vivem se doando aos mais simples sem esperar nada em troca. E estas, são sempre agraciadas com a bondade de Deus.

Em Areia Branca, existem milhares de pessoas munidas dessa natureza, e entre elas, cito uma grande amiga, a professora Maria Edvanda Pereira de Souza. Toda Areia Branca conhece a sua superioridade em inteligência e determinação.

A polivalente Edvanda Pereira

De uma coisa eu tenho a plena certeza, quando ela decide por realizar algo em prol a alguém ou alguma causa, ela bate o martelo com categoria e diz; “compromisso é compromisso. Irei até o fim!” E faz acontecer mesmo, custe o que custar.

Já a conhecia, porém nossa aproximação acontecei na época em que eu realizava trabalhos de cunho filantrópicos, com o extinto 21º Grupo de Escoteiros do Mar José Pedro Filho (21º Gemar), de grande e saudosas memórias, quando Edvanda era a coordenadora da Coordenadoria Municipal de Meio Ambiente.

Em meados de 2002, se não me falha a memória, Edvanda convidou varias instituições religiosas e Organizações não governamentais para juntos participarmos de um programa em prol ao meio ambiente.

O nosso grupo de escoteiros ficou com a parte do teatro, como forma de incentivar e educar as pessoas através de uma peça teatral intitulada de “Nem tudo é lixo”. Logo Edvanda batizou o grupo com a denominação de “Natureza do Riso” e eu me encarreguei de escrever o texto, que modéstia a parte era uma tremenda comedia.

Ela percebendo que o grupo poderia crescer nos incentivou a registrar o grupo criando uma associação sem fins lucrativos, a Associação Sempre Alerta Cidadão.

Edvanda ainda fez um trato conosco. Em todas as empresas que a mesma fosse convidada a palestrar sobre Meio Ambiente, nosso grupo seria apresentadoe contratado para apresentar o espetáculo. E assim aconteceu. Nós seremos eternamente gratos a ela por essa iniciativa daquela polivalente.

Lembro-me com tristeza que quando aquela grande mulher estava a frente da Coordenadoria, e que muitos munidos da mais pura maldade, denominavam ela de “rainha do lixo” ou “primeira dama do Lixo”, pois o trabalho de Edvanda era de coordenar trabalhos de consciência ao meio ambiente para reciclagem do que muitas vezes não era lixo.

De uma coisa esqueceram aqueles desmiolados. Foi dona Edvanda que retirou muitos dos carroceiros que estavam ociosos no beco do mercado municipal, foram capacitados e transformados em coletores ambiental, tirando o sustento do próprio material recolhido. Na coordenadoria trabalhavam cerca de 15 funcionários, todos pagos com dinheiro do material reciclável. Tudo era bem organizado. Será que o time do mal recorda disso?

Guerreira como sempre, Edvanda foi chamada para assumir outras atividades como; Gerência de geração de emprego e renda, Centro de Referência e Assistência Social, Fundação Areia Branca de Cultura e a direção da maior escola da rede municipal de ensino, a Escola Municipal Professora Geralda Cruz entre outros.

Competência ela tem de sobra. Alguém pode até querer atirar pedras nela. Porém ser ela, é que é difícil.

Edvanda muitas das vezes é mal interpretada por pessoas que estão ao seu redor. Alguns acham que ela não tem capacidade para assumir uma grande responsabilidade ou para realizar algo em prol a sociedade. Muitos a colocam defeitos com arrogante e prepotente.

Não é nada disso. Edvanda Pereira é gente da gente. Trabalha arduamente em nome de uma sociedade que sabe aonde quer chegar, em buscas de novos horizontes, novas realizações. Ela sabe dar a direção certa para se chegar ao sucesso.

Edvanda Pereira lembre-se “tombar não é cair, é um jeito que o corpo dá”, se por ventura vieres a cair, não desista. Levante-se e lute. Você é guerreira, amiga e companheira. Digo isso por que conheço suas virtudes. Em cada pedra jogada atirada contra você, recomendo que junte cada um delas e faça os degraus da sua vitoria. No final ofereça flores que exalem a fragrância do amor. Viva a vida amiga Edvanda!

Paulo César de Brito
Cronista Areia-branquense