Crônica: Domingo a tarde

Era costume passear pelas ruas nas tardes de domingo. Um Costume das cidades pequenas. Os amigos, casais, este os mais idosos. A pracinha ficava para as moças e rapazes, os namorados. Quer dizer, havia sempre a praça preferida. A minha era a Praça Luiz Batista da Costa, a pracinha do hospital. Era a praça a qual eu mais me identificada, pois ali se reuniam meus amigos e eu na época de criança para brincarmos a vontade. Ainda hoje quando estou sentado em um dos bancos daquela praça, volto ao passado e fico a lembrar o quanto fui feliz ali naquele pedaço de chão.

Cine Miramar na década de 1970 completamente lotado

Nos domingos das décadas de 1970 e 1980, aconteciam também os vesperais (sessão de cinema a tarde), nos cine’s Miramar e São Raimundo. Após a saída do cinema a direção era a discoteca do amigo Hérculano que passou por dois nomes “O monteiro e salinas”.

Quando apareciam em nossa cidade, circos e parques de diversões eram para nós – crianças e jovens – momentos de pura diversão e alegria. Ao cair da noite nos nossos semblantes repousavam uma sensação de almas lavadas pelos ares ventilados da nossa querida Areia Branca, se não fosse antes pela aproximação humana. Pulando no tempo, não há mais aquele momento de alegria das antigas tardes de domingo.

Paulo César de Brito
Crônista

PERFIL: Aline Kelly

Primeira publicação da coluna PERFIL está no ar. Na primeira edição trazemos a simpática Aline Kelly tem 15 anos, é filha do casal Júnior e Kézia. No ano de 2011 cursará o 1º ano do Ensino Médio na Escola Conselheiro Brito Guerra e sonha em cursar a faculdade de Administração de Empresas. Amiga e gentil, a garotinha respondeu um pequeno “bate-volta” ao site e você pode conferir.

Nome: Aline kelly

Idade:15

Cidade que nasceu: Mossoró

Banda Preferida: Garota safada

Música predileta: Hey soul Sister

Comida que mais gosta: Pizza

Time do Coração: Flamengo

O que mais gosta em seu corpo: Meu Cabelo

O que mais admira num homem: Simplicidade

Mulher bonita: Angelina Jolie

Homem Bonito: Reinaldo Gianecchini

Não vivo sem: minha família e meus amigos

Detesto: Não ter o que fazer

Nas horas vagas gosto de: navegar na internet

Livro de cabeceira: Bíblia

Frase marcante: Seja humilde pois, até o sol com toda sua grandeza se põe e deixa a lua brilhar.

Quer saber mais? Aline Kelly está no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=6423223439429956494

A Coluna PERFIL desta semana foi assinada por Carlos Júnior.

Crônica: Alfaiate Provinciano

Paulo César de Brito
Cronista Areiabranquense

Uma figura que desapareceu do cenário urbano foi o alfaiate. Estou falando na figura do alfaiate nas cidades pequenas, por que nas grandes cidades parece que ainda existe esse grande profissional. Não sou da época em que em nossa cidade tinha vários alfaiates, pelo menos ainda cheguei a conhecer um de nome Luiz. Era um senhor de pele branca, baixa estatura e de cabelos brancos, a qual tinha a sua alfaiataria, ali na esquina do Sindicato Salineiro, onde era o bar de caboré (in memória). O velho Luiz além dos trabalhos de alfaiataria, eles trabalhava com peças de couros em geral. Ele também cobria sofás e outros pertences. Luiz era um exímio profissional nessa arte.

Nunca fui de conversa com Luiz, apenas o conhecia por que ele o velho morava na Rua Floriano Peixoto. Rua essa a qual eu residia. E também por que eu era amigos dos seus enteados digo João Maria, Cuíca e Francisco Antonio a quem chamávamos carinhosamente de “três pulinhos”. Esse ultimo vendia guloseimas nas ruas da cidade, tipo, cocadas, bolos, raiva, bom-bocado e outros. Já o João Maria, trabalhava de vigia na antiga casa do ancião quando era ali vizinha a agencia da capitania. Eles foram embora de Areia Brancas ainda muito jovens. Soube por Macedo que ainda é primos deles, que os mesmo moram na vizinha cidade de Carnaúbas. Tenho saudades deles.

Creio eu que já passamos varias vezes um pelo outro por essas estradas a fora, mas não nos conhecemos a identidade, pelos menos o Cuíca. Pois João Maria e Francisco, digo, três pulinhos, as ultimas vezes que nos virmos foi na década de 90.

Pois bem voltando ao assunto dos alfaiates, creio que em toda região nordeste e principalmente em nosso estado Rio Grande do Norte, haja muito pouco desses profissionais. Até porque, hoje é muito fácil comprar roupas já confeccionadas com o figurino de qualidade e na medida perfeita. Pelo menos algumas pessoas de certa idade ainda exigem que suas roupas, seja confeccionada por um alfaiate de mão cheia, como dizem os mais antigos. Nem que seja um simplesmente um terno. Saudades e que saudades dos profissionais dessa arte milenar de nome alfaiate.