«

»

jul 22

Imprimir Post

Poemas: “Quando eu fecho os olhos” por Marcio Almeida | Minha Essência por Aldemir Seixas

Quando eu fecho os olhos 

Quando eu fecho os olhos da vida,
renasço e caminho para o rumo que não caminhei,
acordo dos meus sonhos e entro na escuridão,
das flores que sempre me olharam,
me apaixono pela vida e desejo voltar.

Quando eu fecho os olhos do perdão,
encontro na trilha escura do meu caminho,
pequenas pedras que não esperava encontrar,
colho todas e acalento dentro de mim,
separo seus brilhos e guardo pra sempre..

Quando eu fecho os olhos do amor,
vejo uma luz brilhante,
refaço o meu caminho várias vezes,
descubro você fechando seus olhos,
e dentro dos meus olhos encontro você.

Quando eu fecho os olhos da saudade,
respiro o perfume dos desejos,
reencontro os lugares que passei,
e vejo a caneta que escreverei minha história,
guardada dentro do seu coração.

Lembranças

Marcio Almeida


Minha 
Essência

Hoje, acordei com uma vontade imensa
de me conhecer… Fazer uma análise de mim mesmo.
Uma auto-avaliação, uma autocrítica.
Fui diante de um espelho. Nenhuma novidade…
O tempo foi generoso comigo.
Algumas rugas, sinais de cansaço, mas tudo bem.
Mas não conseguia ver diante do espelho, a minha essência, a minha alma,
E nem poderia, mas sentia uma necessidade muito grande,
De entrar em contato com o meu ser.
Eu comecei a procurar em outros lugares, em outras pessoas,
E não consegui encontrar-me em lugar algum.

De repente, olhei para a cabeceira de minha cama,
E para minha surpresa, ali estava à resposta que eu tanto procurava.
Um vidro de perfume. O meu perfume predileto,
e comecei a me comparar a esse frasco de perfume,
Frasco já marcado pelo tempo, muito bonito, delineado,
Mas a sua essência só descubro quando abro.
Só assim começo a sentir o seu cheiro, a espalhar pelo meu corpo.
Descobri que para encontrar a minha essência, eu teria que me abrir
Para poder mergulhar dentro deste frasco que é o meu corpo.
Ai sim, lá dentro de mim mesmo é que eu poderia encontrar a minha essência.

Conhecer a mim mesmo, minhas falhas, virtudes.
A minha verdadeira beleza como ser humano, minhas limitações,
A minha razão de viver, a razão de viver a vida.
Descobri que não precisa ser grande, poderoso para ser importante..
Descobri que é nos pequenos frascos, que estão os melhores conteúdos.
Mergulhe, dentro de você.
Ai verás que o espelho se torna dispensável, porque o seu espelho
É você mesmo….

Bom mergulho

Aldemir Seixas

Envie seu poema, conto ou crônica para publicação no site Voz de Areia Branca. E-mail: carlosjunior@vozdeareiabranca.com.br

Leia outras Poemas e Poesias enviados pelos leitores de Voz de Areia Branca

Link permanente para este artigo: http://vozdeareiabranca.com.br/2012/07/poemas-quando-eu-fecho-os-olhos-por-marcio-almeida/

1 comentário

  1. maria antonia bezerra

    carissimo ex-professor Ademir….

    LI o poema e voltei no tempo do magisterio.Alem da nostalgia, me deu orgulho ler tao belos versos.Versos que tocam o coraçao da gente.Parabens, professor.Saudades de tudo o que vivi nos bancos das escolas, e dos meus inesqueciveis mestres.Hoje.sou educadora infantil em Natal, mas as minhas raizes sao inesqueciveis.Abraço.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>